Primeiramente, faz-se necessário entender que o mundo mudou radicalmente. Por um lado, podemos dizer que, hoje:
- Temos mais recursos disponíveis para a promoção de cuidados (tecnologias, saberes, práticas, etc…)
- Redes mais amplas que nos conectam a pessoas e instituições em diferentes lugares do mundo
- Novas esferas de interesse pessoal e social que demandam implicação
Por outro lado, algo se perdeu:
- a desarticulação das redes de apoio
- a hiperindividualização
- perda do sentimento de comunidade e pertencimento
Falar em equilíbrio hoje nos convida a pensar em um número muito maior de esferas
O equilíbrio mente e corpo exigiu a consideração também de temas como a saúde emocional, financeira, educacional, relacional, os cuidados com a auto-imagem, com a família, com as redes sociais, com o currículo, o meio-ambiente, com o envelhecimento, com a segurança e mais +…
O grande dilema contemporâneo tem sido: como lidar com tanto estando tão sozinho?
Abrimos as portas e janelas para o mundo e perdemos nossa segurança quanto a relações de parceria. O aumento dos casos de ansiedade tem relação direta com essa sensação de “uma onda a nos engolir”.
O que seria necessário fazer então?
Se o mundo está muito grande, é necessário diminuí-lo
- Aprender a perder (não é possível ser tudo para todos o tempo todo)
- Definir prioridades
- Reestabelecer redes seguras, ninguém é uma ilha
- Voltar a desejar
Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
